Walter perde quase 50kg, dá volta por cima e vai jogar Série D: 'Não tinha condição'
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da dobrowin: Na última década, Walter foi um dos jogadores que ficaram marcados no imaginário dos torcedores brasileiros, seja por sua irreverência, pelos memes e, claro, pelo faro de gol apurado que fez a diferença em campo. Mesmo com o físico longe do ideal, ele seguiu a carreira no futebol e passou a defender clubes alternativos, com mais tradição regional do que nacional. Passados cerca de dez anos dos tempos áureos como atleta, o atacante ainda está na ativa – desta vez em grande forma – para mais um desafio e ainda tem planos para o futuro no esporte.
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O Lance! teve uma conversa exclusiva com Walter logo depois que ele foi anunciado como novo reforço do Atlético de Alagoinhas, time do interior da Bahia, no dia 4 de dezembro. Esse deve ser um dos principais desafios da carreira dele nos últimos anos, já que depois de rodar por times como Afogados (PE), Tupy (GO) e Aquidauana (MS), para citar alguns, ele tem perspectivas de um contrato mais longo e um calendário cheio para 2026, com as disputas do Campeonato Baiano, Copa do Brasil, Copa do Nordeste e Série D.
— Cara, estou muito feliz. Vestir essa camisa de um clube gigante… Eu sempre falo para as pessoas: será que elas têm noção do tamanho que é o Atlético? Um time que chegou a três finais seguidas, um time bicampeão. É um clube gigante, e eu estou muito feliz de vestir essa camisa novamente, de voltar a um time grande — comemorou Walter.
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Toda a empolgação de Walter se justifica pelas campanhas do Atlético de Alagoinhas nos últimos anos, principalmente no Campeonato Baiano. O Carcará despontou como uma força a partir de 2020, quando perdeu o título estadual para o Bahia nos pênaltis. Mas, nos dois anos seguintes, a equipe confirmou o bom planejamento e conquistou o bicampeonato inédito na história do clube ao bater Bahia de Feira e Jacuipense na final, respectivamente. Desde então o Atlético se manteve na elite do futebol baiano e, no ano passado, caiu nas semifinais para o Vitória.
— Desde o dia que cheguei, não saí de um treino. Estou no meu ritmo, treinando 100%, dando meu máximo. Sei que 2026 vai ser puxado e quero fazer história no clube. Quero ajudar a manter o time no G-4, garantir vaga na Copa do Brasil, quem sabe ficar entre os três primeiros e conseguir a vaga direta na Copa do Nordeste. É uma vontade nossa também. E manter o clube sempre no G-4, porque é importante jogar semifinais do Baiano, onde o time aparece para o país inteiro. Estou muito focado em trabalhar. Hoje posso dizer que tenho condição de jogar. Estou preparado — avisou Walter ao projetar as competições deste ano, entre elas a Série D.
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Treinador do time em duas das três finais citadas acima (2020 e 2022), Agnaldo Liz retornou ao clube nesta temporada e já caiu nas graças de Walter.
— Acho que é um técnico que pode me ajudar muito. Tenho certeza que vamos fazer um 2026 muito especial. Nesse pouco tempo, ele conversa muito, gosta da resenha. E o mais importante: ele jogou futebol. Quem jogou, sabe a manha do jogador, sabe o papo, sabe a resenha. Isso facilita muito — completou.
Walter vive nova fase e projeta futuro no futebol
Mas a carreira de Walter não deve acabar no Atlético de Alagoinhas. Aos 36 anos, o atacante vê o clube como uma oportunidade de jogar em alto nível para, quem sabe, voltar a atuar na Série C ou até mesmo Série B.
A determinação de Walter para dar sequência à carreira fica evidente no seu porte físico, já que no intervalo de um ano ele perdeu quase 50 quilos e aparenta estar em boa forma para defender o Carcará em 2026.
— Estou muito feliz e muito grato a Deus. Há um ano eu não tinha condição nenhuma de treinar ou jogar. Estava com 140 kg. Hoje estou com 92 kg. A diferença é enorme. Claro, não tenho mais a força de quando tinha 20 anos, mas jogo com experiência.
— Minha vontade é treinar cada vez mais forte e conseguir jogar uma Série C ou Série B novamente. Voltar a esse mercado. Sei que estou perto do fim, tenho 36 anos. O mais importante para mim é estar feliz comigo mesmo, com meu corpo, e terminar a carreira por cima — projetou.
Esse é o principal objetivo de Walter: fechar a carreira de forma digna e longe das dificuldades que o colocaram à prova ao longo da sua caminhada no futebol, principalmente em clubes com menos estrutura.
— Passei por lugares que me faziam pensar “o que eu estou fazendo aqui?”. Não falo por mim, porque graças a Deus eu tinha tudo nesses clubes. Mas de nada adianta eu ter tudo e meus companheiros não terem nada. Eu não pensava só em mim. Tinha vezes que eu tinha comida e meus companheiros não tinham. Eu tinha carro para ir treinar e meus companheiros iam a pé. Tinha apartamento, e eles moravam com 15 em uma concentração. São coisas que a gente vê e que machucam — revelou Walter.
— A gente viajava quatro horas para jogar, numa van, com 22 jogadores apertados. Não tem condição nenhuma de performar assim. É muito difícil. E é aí que às vezes bate vontade de parar, porque vemos coisas inacreditáveis.
A primeira chance de Walter com a camisa do Atlético de Alagoinhas pode aparecer a partir das 16h do dia 10 de janeiro (horário de Brasília), um sábado, quando a equipe enfrenta o Vitória, no Barradão, pela primeira rodada do Campeonato Baiano.
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